Queria te fazer uma pergunta: você já parou para fazer as contas sobre quanto dinheiro você tem perdido com contratações erradas? Você já colocou no papel?
Bom, existem estudos que apontam que o custo de demissão de um funcionário chega a custar três vezes o valor de um salário, no caso de um funcionário comum, podendo chegar a várias vezes dependendo do pacote negociado com o funcionário, principalmente para os perfis de alta performance. Essa é uma situação que devemos evitar a todo custo em uma empresa, porque é um dos maiores ralos de dinheiro que existem. As fraudes e os roubos e as demissões, mas hoje iremos falar das demissões.
Isso não quer dizer que nunca podemos demitir ninguém, porque uma pequena rotatividade, em torno de 5% até 10% pode até ser saudável para oxigenar a empresa, trazer novas ideias. No entanto, acima disso, indica que um bom dinheiro do seu negócio pode sim estar indo para o ralo!
Vamos checar o tamanho do problema?
Existem os custos diretos, que são aqueles mais fáceis de serem calculados e os indiretos, que normalmente não colocamos na “ponta do lápis”.
Digamos que você teve que dispensar uma pessoa que acabou de receber um treinamento para ocupar uma determinada posição e permaneceu na empresa por 6 meses. Após ter recebido todo o treinamento você ou os líderes diretos chegaram à conclusão de que a pessoa não possui o perfil que a empresa precisa ou não se adaptou a cultura ou não demonstrou interesse, vontade, capacidade ou competência para desempenhar a função ou todas essas situações juntas. O prazo de experiência já passou há algum tempo.
Os custos diretos dessa demissão já sabemos que serão: o salário em si que foi pago durante o período, + encargos tributários, exame médico admissional e demissional, saldo de salário, o aviso prévio, 13º salário proporcional, férias proporcionais +1/3, multa de 40% sobre o FGTS. Se a demissão for consensual esses custos caem pela metade, mas ainda assim, não são todos que estão dispostos a abrir mão desses valores integrais e você sabe muito bem disso, como a coisa funciona na prática. Além desses custos diretos em alguns casos nós temos outros como o custo de testes psicológicos, de testes de avaliação de perfil comportamental, treinamentos, benefícios, plano de saúde, vale refeição, vale alimentação e etc.
Esses custos impactam diretamente o caixa, já que as verbas precisam ser pagas mensalmente, no caso do salário, benefícios e encargos e praticamente de imediato a data do desligamento, em relação às verbas rescisórias.
Já os custos indiretos são um pouco mais difíceis de serem mensurados, mas fora o custo das expectativas frustradas, você consegue imaginar o custo do tempo e do dinheiro envolvido na divulgação da vaga? Você consegue mensurar o tempo seu ou da sua equipe de RH envolvida nas entrevistas, no processo de integração? Você já parou para pensar quanto te custou a redução do desempenho e da produtividade de colegas, que tiveram que treiná-lo, deixando, muitas vezes de bater metas de entregar resultados, de realizar tarefas importantes, o impacto do atraso dos processos, a interrupção do fluxo de trabalho, eventuais reclamação de clientes, desmotivação da equipe que precisa remediar erros de colegas? E o custo de saber que todo esse esforço foi por água abaixo?
Contratações custam caro e as demissões mais caro ainda!
Agora que você entendeu exatamente o impacto negativo de uma má contratação, se você não pretende jogar todo esse dinheiro, todo esse tempo e toda essa energia, que poderiam estar sendo direcionados para outros objetivos, o melhor que você tem a fazer é aprender a identificar quem é essa pessoa que está bem a sua frente, por trás das mentiras e das máscaras sociais.

