Existem 12 características de pessoas que corroem por baixo qualquer ambiente de trabalho e criam um ambiente tóxico e muito prejudicial para os resultados.
A maior parte das pessoas não querem ser ruins, mas mesmo assim acabam tendo atitudes destrutivas. Porém, existem aquelas que são realmente destrutivas, pois não são bem intencionadas e todas as pessoas na empresa deveriam estar preparadas para lidar com elas.
De acordo com o filósofo L. Ron Hubbard, criador da Dianética, cerca de 20% das pessoas são antissociais ou o que ele chamou de supressivas*. Dessas, apenas 2,5% são realmente perigosas. Isso significa que a maior parte das pessoas são consideradas sociais, o que não necessariamente é um indicador de que possam ser boas para as empresas.
Se alguém nos pedir para fazer uma escolha entre demitir as pessoas corrosivas que porventura existam na empresa e admitir as construtivas, advinha o que precisaria ser feito primeiro?
A resposta é: demitir as ruins! Porque ambientes ruins não engajam nem retém pessoas boas e isso prejudica todo o negócio.
Por essa razão é de suma importância saber identificar o mal e ter condições de lidar com ele, caso se apresente, pois nenhum de nós está 100% imune.
O problema é que pessoas destrutivas não se mostram negativas, muito pelo contrário. Muitas delas se mostram muito solicitas, simpáticas e carismáticas e por isso conseguem conquistar rapidamente a confiança daqueles que lhes interessar e, quando conseguem apresentar bons resultados, tal situação dificulta ainda mais a tomada de decisões.
Um traço bastante comum entre essas pessoas é que são bastante camufladas e encobertas, principalmente no início ou enquanto lhes interessar, mas apesar disso é possível identificar alguns aspectos que são bandeiras amarelas ou vermelhas e é isso o que irei te ensinar.
Para que uma pessoa seja considerada supressiva ou antissocial, ela precisa ter pelo menos 7 das 12 características de caráter abaixo:
- Essas pessoas gostam de generalizar. Elas não são específicas quando estão falando sobre algo ou sobre alguém. Por exemplo, ao invés de falarem “eu acho que você deveria fazer esse trabalho com mais cuidado e atenção” elas dizem “todo mundo comenta que você não tem feito o trabalho com atenção”. “Ouvi dizer que estão querendo te demitir”, “Todo mundo já sabe que você não está dando o seu melhor”. Elas desqualificam, mas não têm a coragem de dizer que elas mesmas é que pensam assim.
- São pessoas que gostam de falar sobre notícias negativas, que fulano foi atropelado por um “Scania”, que tantas pessoas morreram no atentado a Síria, enfim, adoram trazer notícias ruins. Se empolgam, fazem até ligeiras expressões de felicidade passando más notícias. Fazem observações críticas, gostam de invalidar os outros. São passivo-agressivas. Você conta uma coisa boa que aconteceu com você e a resposta é: “Puxa, até você conseguiu? Quem diria, hein!” Existe uma maldade e uma satisfação em te deixar mal. Nessa categoria também estão os fofoqueiros. Aqueles que gostam de falar da vida dos outros e como estão se dando mal.
- Alteram a comunicação ou a notícia para pior. Ao invés de darem ênfase aos aspectos positivos de uma notícia, dão ênfase aos negativos. Exemplo: ao comentarem sobre uma notícia sobre algo trágico, dão mais ênfase sobre quantas pessoas morreram ao invés de dizerem quantas se recuperaram ou tratamentos que estão dando certo. Por isso, também não explicam direito as situações, não mostram a realidade, dados ou estatísticas sobre certos assuntos, quando poderiam fazê-lo. Além disso, confundem as pessoas. Uma hora falam uma coisa outra hora falam outra com a intenção de confundi-las.
- Essas pessoas não reagem a nenhum tipo de tratamento psicológico. Elas não melhoram; normalmente são pessoas que tampouco buscam ajuda. Quem convive com elas é que muitas vezes acabam buscando. É completamente inútil treiná-las, dar feedback, trabalhar motivadores, tanto das pessoas supressivas como das daquelas que estão sob a influência delas;
- Você começa a perceber que as pessoas que estão a volta delas nunca estão muito bem, tem altos e baixos constantes, ficam doentes com mais frequência. Num departamento conseguimos identificar isso pois, de repente, as pessoas começam a ficar doentes, a faltarem mais, a ficarem ansiosas, deprimidas, começam a ter problemas de saúde mental. Elas lhe dirão: “Você não leva jeito para isso”, “Se eu fosse você não faria esse curso, você vai gastar o seu dinheiro à toa”. “Você não tem talento pra isso, vai acabar se frustrando”. E isso vai ferindo as pessoas ao seu redor. Deste modo, as pessoas do seu convívio acabam indo mal na vida, tendo doenças e não se recuperam com facilidade. As pessoas que estão sob essa influência cometem erros estúpidos, acidentes acontecem. Já viram uma área numa empresa onde vários erros são cometidos? Muitos erros não acontecem simplesmente porque “errar é humano”.
- Normalmente selecionam o alvo incorreto para culpar. Se estiver brava com o chefe, vai chegar em casa e descontar no gato ou no parceiro, por exemplo.
- Estão rodeadas de situações iniciadas e inacabadas. Muitas não conseguem terminar as coisas que começam. Não terminam ciclos de ação.
- Até podem confessar algo errado ou até um crime que tenham cometido se forem forçadas a confessar, mas não tem um sentido de responsabilidade por ele. As coisas simplesmente aconteceram. Não possuem o senso de que foram causa de algo. Aliás, não ligam para essa relação de causa e efeito. Porisso não sentem remorso, nem vergonha;
Nós – os sociais – não gostamos muito de admitir que fizemos algo ruim, temos vergonha por isso, sentimos culpa; digamos que uma pessoa desse tipo tenha cometido uma fraude contra a empresa, roubando milhões do caixa ao longo de um ano, quando é confrontada, diz que isso aconteceu porque não haviam travas no sistema, por exemplo. Ou seja, qualquer um poderia ter feito o mesmo. O problema não foi a atitude delas, mas a incompetência de outros.
- Só apoiam grupos ou causas destrutivas. Numa empresa vão apoiar fofocas, campanhas de difamação contra algum alvo. Elas se infiltram, implantam ideias na mente das pessoas e os outros as seguem.
- Só apoiam ações destrutivas. São aqueles que apoiam e argumentam a favor de greves, quebra-quebras, vandalismos e etc.
- Não suportam nenhum tipo de ação que vise ajudar os outros. Digamos que em uma empresa se inicie uma campanha para ajudar pessoas em situação de rua. Elas dirão: “Ah, não… deixa disso”. Além disso, irão tentar parar essas ações. Ou se empenharão em atividades que destroem em nome de uma suposta ajuda, fazem de um jeito camuflado, de um jeito que parecerá que está ajudando: “Fique em casa, não trabalhe”. “Se eu fosse você não faria essa apresentação, você não leva jeito e vai acabar se frustrando. Digo isso para o seu bem”.
- Esse tipo de pessoa tem um mau sentido de propriedade. Nunca nada pertence a ninguém. Acha que ninguém tem o direito de ter as coisas. Tudo tem que ser dividido. Digamos que você comprou uma pasta nova de trabalho. Um dia essa pessoa te pede a pasta emprestada para visitar um cliente. Você acha a situação estranha, mas constrangido em dizer-lhe não e acaba emprestando. O tempo passa, essa pessoa se “esquece” de te devolver. Quando você finalmente a cobra ela lhe diz: “Achei que você tivesse me dado”. Ou te devolve em mal estado após você cobrá-la. E você muitas vezes ainda fica se achando o egoísta.
Se você tem pessoas assim na sua empresa, com 7 ou mais características, isso é uma bandeira para lá de vermelha e pessoas assim precisam ser demitidas com urgência, pois esses comportamentos são indícios de que essa pessoa tem o potencial de causar problemas ainda mais graves.
Eu ainda acrescentaria mais três atitudes que são bastante características de pessoas complicadas, que dificilmente melhoram e causam muitos problemas em nossa empresa. São elas:
- As dramáticas demais, ou sejam aquelas pessoas que fazem do seu ambiente de trabalho em palco de dramas, acusações e bate-bocas – Isso destrói tanto o próprio desempenho como o alheio, podem causar situações de conflitos e de muitos constrangimentos em setores ou até na empresa como um todo, o que não pode ser permitido, jamais.
- As que adoram se fazer de vítimas. Até se confundem um pouco com os dramáticos ou com as do item 8, mas esses possuem um aspecto bem característico que é o de não assumir a responsabilidade por nenhum erro cometido. Nem é preciso dizer que isso acaba prejudicando a atuação de colegas e o desempenho da empresa. Da mesma forma que os dramáticos, as “vítimas” também devem entrar na lista do desligamento da empresa.
- As antagonistas, que são as pessoas do contra, os inconformados com tudo, aqueles que questionam tudo, que não se conformam com as regras da empresa, que estão sempre querendo mostrar sua rebeldia. Profissionais competentes discutem e debatem ideias, mas não vivem num ringue contra os seus pares e líderes. É uma conduta bastante imatura, na realidade.
Se você tem na sua empresa pessoas com uma, duas ou três dessas características, o que é mais comum, não serão antissociais, mas podem ser pessoas com algum potencial destrutivo. Se estiverem atrapalhando o ambiente de trabalho, dê a elas um feedback e se um feedback não for suficiente, demita-as rapidamente e não perca tempo com elas.
Essa energia precisa ser direcionada para as pessoas competentes e construtivas.
Você acha que é possível identificar alguns indícios de que a pessoa possa ter essas características?
Não é algo fácil de ser detectado, aliás é bem difícil, porque essas pessoas são bastante encobertas e, aparentemente, bem normais, mas é possível identificar pistas, sim. E para que você não volte a contratar pessoas com essas características, você precisa saber como identifica-las o mais rápido possível e usar as técnicas corretas. Com as perguntas certas e uma boa técnica de observação você consegue fazer isso.
*Supressão é uma ação opressiva contra as outras pessoas e de querer colocá-las para baixo

